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Salas de bate-papo, mensagens instantâneas, troca de músicas, rádio e compras on-line podem estar consumindo o seu recurso mais importante: a produtividade dos seus empregados.
Um hábito bem generalizado entre donos e gerentes de empresas de pequeno e médio porte (PME) é desconsiderar os riscos - e custos - que a internet banda larga pode trazer para as suas empresas. A falta de cuidado se origina no desconhecimento das conseqüências e alta complexidade que a internet ainda apresenta. Nesse contexto, existem diversas perguntas que quando respondidas desmistificam dúvidas comuns entre os usuários de internet banda larga: Como estimar o custo do uso da internet banda larga em uma empresa e quais são os riscos? Não costumam dizer que a probabilidade de um ataque é muito baixa? Estou protegido se já tenho um firewall? Como estimo os custos desse problema? Como administrar os altos custos e complexidade das soluções que eu conheço?
Bom, vamos à primeira lição. Conectar a sua rede à internet banda larga é equivalente a deixar a porta da sua casa aberta. A maior fonte de risco são ladrões que procuram tirar proveito dos seus recursos ou vizinhos chatos que se divertem prejudicando o seu patrimônio. Traduzindo ao mundo da internet esses são ataques de ha ckers, vírus, spam etc. E a cada dia surge uma nova ameaça virtual, o que acrescenta vantagens a seus inimigos com relação a você.
Para se ter uma idéia dos riscos, pesquisas feitas nos Estados Unidos apontam que mais de 80% das empresas conectadas à internet banda larga sofrem algum tipo de ataque, sendo que em 20% desses casos as conseqüências são graves. Entre os principais problemas estão a perda de informações de clientes, segredos comerciais etc.
 No quesito segurança, muitos costumam acreditar que a aquisição de um firewall é suficiente. Na verdade, o usuário só está protegido do risco de ataque externo - isso se o seu firewall estiver bem configurado. Mas ainda está exposto ao mau uso, possivelmente o maior problema da internet banda larga. Salas de bate-papo, mensagens instantâneas, troca de músicas, rádio e compras on-line podem estar consumindo o seu recurso mais importante: a produtividade dos seus empregados.
Na estimativa desses custos, se a companhia acredita que, em média, cada empregado desperdice uma hora a uma hora e meia por dia na internet, isso equivale a um valor entre 12% e 18% do custo por pessoa ao ano. Para uma empresa com folha de pagamento de R$ 50 mil ao mês, as despesas podem ultrapassar R$ 120 mil ao ano. O gasto está escondido na queda de produtividade dos funcionários, o que acarreta maior número de contratações na medida em que sua empresa cresce. Surge então uma questão polêmica: A conexão banda larga vale a pena mesmo, já que existem tantos custos? Sim, e muito. Hoje em dia a internet não é uma opção, e sim uma realidade, mesmo para pequenas e médias empresas. As companhias que aprenderem a alavancar esse recurso serão as mais fortalecidas no futuro. Dessa forma, a opção mais apropriada é implementar soluções de segurança integrada que se adequem às suas necessidades e orçamento. Em outras palavras, esteja ciente do problema e aja de forma pró-ativa.
Outro fator agravante é o valor alto e a complexidade das soluções normalmente encontradas no mercado. Isso acontece porque fornecedores tradicionais de tecnologia de segurança não têm como foco necessariamente o segmento PME, o que gerou um vácuo no mercado. Porém, duas tendências estão mudando drasticamente essa realidade: primeiro, o grande crescimento da utilização da plataforma Linux; e segundo, a disponibilidade no mercado de soluções Linux mais simplificadas desenvolvidas especialmente para essa fatia de mercado. As soluções permitem às pequenas e médias minimizarem os riscos e apresentarem custos bem mais acessíveis ao usuário. E vale ressaltar que não estamos falando de um futuro próximo. Esses softwares já estão disponíveis em versões customizadas, nas prateleiras de revendas!
Por: Rodrigo Leite Rodrigo Leite é diretor de negócios da Eccelera, onde é responsável pela Aberium Systems, fabricante de software. |